Hoje remexi em alguns arquivos de gaveta e olha só o que encontrei. Um poema feito por um esquizofrênico em 1999, o qual me foi dado como presente por ter visitado a instituição da Água Funda. Alguém poderia verificar se há algum dado que realmente comprove, por este escrito, a sua condição patológica?
Diletante em busca do ouro com ajuda de uma fada.
Objeto azul luminoso,
meu passo pequeno
abraça, no caminho(,)
o real prospectivo,
indutivo, descontrolado.
(Tesouro de ouro escondido.)
Minha fada dileta,
direção,
minha Eva,
erva escassa e daninha,
leva-me ao ouro:
“Leva-me, azulzinha,
leva-me ao ouro!.”
“Leva-me azul luminosa”
Passo pequeno
e objeto no caminho meu;
o real prospectivo abraça
descontrolado.
(de ouro escondido indutivo)
Minha fada dileta,
Tesouro,
minha Eva,
escassa e daninha;
direção ao ouro.
Erva azulzinha:
“Leva-me ao ouro!
Leva-me!”
Azulzinha azul luminosa,
pequeno objeto que leva
no caminho meu passo
prospectivo, abraça
descontrolado o real
(escondido.) indutivo.
Minha fada dileta,
Tesouro de ouro,
Eva,
e daninha,
a direção minha
ao ouro;
Erva escassa:
“Leva-me
ao ouro.
Leva-me.”
Ass: João Estômago Rico
Escrito por Marcio Benito às 23h01
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